O Governo de Moçambique e o Banco Mundial estão a definir uma nova etapa de cooperação centrada na produção alimentar, industrialização florestal e sustentabilidade ambiental. A meta é transformar a agricultura num sector gerador de riqueza, promovendo inclusão financeira e desenvolvimento rural.
O Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas negocia com a instituição internacional instrumentos de apoio ao sector agrícola, priorizando a segurança alimentar, dinamização do mundo rural e atração de investimento privado. Em reunião com Fily Sissoko, novo diretor do Banco Mundial para a região, o ministro Roberto Albino frisou que a agricultura deve deixar de ser vista apenas como um sector que necessita de assistência de emergência, tornando-se uma fonte de rendimento para as famílias.
A nova estratégia abandona os modelos de subsídios pontuais e aposta em projectos estruturais que aumentem a produção, promovam o ordenamento territorial e enfrentem as alterações climáticas. O envolvimento do sector privado será essencial para impulsionar essa mudança.
O Banco Mundial demonstrou vontade de alinhar com o Governo moçambicano, reconhecendo os avanços na criação de um plano nacional voltado à segurança alimentar e ao crescimento rural sustentável.
Entre os mecanismos previstos nos acordos estão a introdução de sistemas modernos de irrigação, tecnologia agrícola adaptada, apoio à agricultura de pequena escala, reflorestamento com valor económico e gestão responsável dos recursos naturais.
Segundo o ministro Albino, Moçambique está preparado para inverter a tendência de desaceleração económica e tornar a produção agrícola mais eficiente e sustentável, trazendo benefícios concretos às comunidades rurais.
